06.08.2025
Projetos selecionados da chamada “Amazônia Viva – Fortalecendo a Autonomia e a Resiliência dos Povos da Floresta”
O Fundo Casa divulga, nesta quarta-feira (06/08), os projetos selecionados na chamada “Amazônia Viva – Fortalecendo a Autonomia e a Resiliência dos Povos da Floresta”. Foram 227 projetos inscritos e 48 iniciativas selecionadas para receber até R$ 60 mil cada uma, somando mais de R$ 2,8 milhões em apoio direto.
Em 2025, a chamada chega à sua segunda edição reafirmando o compromisso do Fundo Casa Socioambiental com o apoio à proteção da Amazônia e o fortalecimento das populações que vivem nela. Apesar de sua importância para o mundo, o bioma segue sob forte pressão de grandes empreendimentos e da destruição ambiental.
Os projetos selecionados atuam no fortalecimento institucional de organizações locais, na proteção e governança de territórios e na promoção da economia da sociobiodiversidade. O público prioritário da chamada foram as comunidades tradicionais indígenas, os territórios quilombolas e as populações extrativistas da Amazônia brasileira. São iniciativas que nascem dos próprios territórios, conectadas com os desafios concretos da floresta e com as soluções já em prática pelas comunidades.
Com foco no bioma Amazônico, os projetos selecionados se distribuem por sete estados brasileiros, estando 85% deles concentrados na região Norte. O Amazonas lidera, com 15 projetos apoiados, seguido por Pará (14) e Acre (8). Maranhão, Amapá, Roraima e Mato Grosso também estão representados, revelando a diversidade de contextos, povos e estratégias que compõem essa floresta viva em diferentes territórios.
Os projetos estão localizados no bioma Amazônico, com algumas iniciativas em áreas de transição com o Cerrado. A grande maioria dos projetos selecionados será desenvolvida em áreas rurais, onde os impactos do desmatamento, da perda de direitos e das mudanças climáticas são mais intensos. São 18 projetos de povos indígenas, 18 de populações extrativistas e 12 de comunidades quilombolas.
Esses projetos são liderados principalmente por associações, mas também por coletivos, cooperativas, redes e movimentos sociais.
As organizações que tiveram seus projetos selecionados receberão via e-mail as instruções sobre as próximas etapas para contratação.
Confira a lista dos projetos selecionados:
| Organização | Projeto |
| AGPAM – Associação de Guarda-Parques do Amazonas | Guarda-Parque Mirim: conectando jovens à natureza |
| Associação Comunitária de Remanescentes de Quilombos de Bom Jesus, município de Oeiras Pará | Raízes de resistência: agrofloresta e sustentabilidade no Quilombo Bom Jesus-PA |
| Associação Comunitária Shanenawa de Aldeia Morada Nova (Acosmo) | Autonomia e memória: fortalecimento político e cultural do povo Shanenawa – Morada Nova/Feijó |
| Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais Quebradeiras de Coco Babaçu do Município de São Luís Gonzaga do Maranhão | Babaçu livre: autonomia e renda para as guardiãs da floresta amazônica da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais Quebradeiras de Coco Babaçu do Município de São Luís Gonzaga do Maranhão. |
| Associação da Comunidade Quilombola de São Sebastião de Burajuba (ACOMQUISSB) | Burajuba afroecológica: hortas quilombolas semeando vida, cultura e resistência |
| Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Ramal do Piratuba (Arquituba) | Raízes em concreto: construção da sede da Arquituba, Casa da Resistência Quilombola do Piratuba |
| Associação das Comunitárias e Comunitários do Acordo de Pesca da Foz do Rio Tapauá/AM (ACCAP) | Cuidar da casa comum no Médio Rio Purus e foz do Rio Tapauá: fortalecimento comunitário e proteção territorial a partir do acordo de pesca |
| Associação de Artesãos de Novo Airão (AANA). | Tecendo saberes, gerando renda e conservando a Amazônia. |
| Associação de Moradores Agroextrativista da Comunidade de Esperança – ASMOES | Melhorar e aumentar a produção agrícola e garantir a sustentabilidade. |
| Associação de Moradores Agroextrativistas e Indígenas do Tapajós | Reflorestar para diversificar a produção agroflorestal |
| Associação de Moradores e Pescadores Agroextrativista da Comunidade de Novo Gurupá – AMPACONG | Alimento orgânico na Amazônia em uma Aldeia Indigena |
| Associação de Moradores e Produtores da Reserva Agroextrativista do Baixo Cajari – AMPRAEX-CA | Fortalecer para produzir – autonomia e sustentabilidade extrativista no Ajuruxi. |
| Associação do Povo Ashaninka do Rio Envira | Casa de representatividade cultural do povo Ashaninka na Aldeia Nova Floresta (Pankotse). |
| Associação do Povo Kanamari de Carauari – ASPOCAK | O escoamento do Gramichó, rapadura e mel de cana como estratégia de geração de renda e segurança alimentar para o povo Kanamari |
| Associação dos Agroextrativistas da Reserva Extrativista de Canutama- ASARC | Fortalecimento da ASARC: conservação de Quelônios e Governança Territorial na RESEX Canutama. |
| Associação dos Descendentes Remanescentes Quilombolas da Comunidade da Ressaca da Pedreira | Piscicultura comunitária quilombola da Ressaca da Pedreira: economia sociobiodiversa e sustentável |
| Associação dos Pequenos Produtores Rurais Nossa Senhora do Rosário | Fortalecimento da produção tradicional: construção da Casa de Farinha do Quilombo Fandango |
| Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Maracanã – AUREMAR | Entre mariscos e memórias: mulheres que cuidam do mangue |
| Associação Feminina Força da Mulher Rural do Rio Liberdade Mulherflor | Mulheres fortes, instituição viva |
| Associação Filhos da Terra | Guardião das sementes amazônicas: organização comunitária para coleta, beneficiamento, banco de sementes e mudas nativas |
| Associação Garah Pãmeh do Povo Kabaney Paiter Suruí do Noroeste de Mato Grosso e Rondônia | Kaɨ́gã Paiter: fortalecimento da bioeconomia indígena e amazônida |
| Associação Indígena da Comunidade Bom Jesus – AICBJ | Fortalecimento do povo indígena Baré – Alto Rio Negro |
| Associação Marubo do Médio Rio Curuçá – AMAS | Fortalecendo a autonomia de vigilância da sociobiodiversidade e proteção territorial do Médio Rio Curuçá – Terra Indígena do Vale do Javari. |
| Associação Sociocultural Varinawa – ASV | Projeto Ayahuasca: sustentabilidade e preservação da ancestralidade Noke Kuî |
| Associação Tentehar Kuzagwera Zyhatyw – Astenkazy | Kuzà wakàgaw – força das mulheres |
| Casa-Território Kalipana | Kalipana – fortalecendo a estrutura da Casa-Território Agrícola, na aldeia Santa Isabel do Rio Ayari – TI Alto Rio Negro – AM |
| Central das Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré – CAARIM | TecnoRaízes – Tecnologia que respeita a floresta e empodera comunidades tradicionais na Amazônia |
| Coletivo de Mulheres Agricultoras e Empreendedoras – CMAE | Mulheres extrativistas do Careiro (AM): força ecofeminista que sustenta a floresta |
| Coletivo Muvuca | Raízes da resistência: revitalizando hortas e saberes |
| Colônia de Pescadores Zona 5 de Bailique Macapá – AP | Debatendo a implantação de grandes projetos na Costa do Amapá |
| Cooperativa Agroextrativista dos Remanescentes de Quilombos Defensores da Floresta de Gurupá | Sabores quilombolas – unindo história, tradição e empreendedorismo |
| Cooperativa de trabalho de produção e comercialização de produtos agroextrativista de Campinas do município de Plácido de Castro – COOPERAÇAÍ | Fortalecimento da capacidade produtiva da Cooperaçaí |
| Cooperativa Quilombola do Nordeste Paraense, da Agricultura Familiar e da Agroecologia | Agroindústria no Quilombo |
| Grupo de Mulheres de Santana | Mulheres do licor: unidade sustentável de produção e renda. |
| Instituto Aramanaí para aperfeiçoamento e geração de renda | Aramanaí resiste: fortalecimento territorial, autonomia econômica e comunicação comunitária na Amazônia |
| Instituto Cheiro de Gente | Extrativismo que alimenta |
| Instituto Ambiental e Cultural: Esperança Ancestral | Alquimia da floresta: cultivando sustentabilidade e saúde |
| Instituto Hunãti Shane Kaya Shanenawa | Xinã Raya Nukē Shenipahu Tapū Kereshewai (Projeto Shane Kaya: fortalecendo sua raiz ancestral) |
| Instituto Quilombola Mbaraká Òkútá | Projeto Mbaraká Òkútá (Caminho de Pedras): fortalecimento institucional e governança territorial do Quilombo de Abacatal |
| Movimento Mulheres do Território Indígena do Xingu | Sementes do amanhã – Mulheres do território indígena do Xingu |
| Organização das mulheres indígenas de Roraima (OMIR) | Paata Insitonon Komanîto’ |
| Organização do povo indígena Mura Harabagady do Itaparanã – OPIMHAI/KANAWARY | Construção participativa do Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Itaparanã Mura: fortalecendo os modos de vida tradicionais, a proteção do território e o uso sustentável dos recursos naturais |
| Organização do Povo Parintintin do Amazonas (OPIPAM) | Fortalecendo o povo Parintintin da TI Nove de janeiro |
| Organização dos povos indígenas do Rio Envira | Fortalecimento e estruturação da política socioambiental da OPIRE |
| Rede Cuíra: juventude protagonista dos manguezais amazônicos | Pescando lideranças: fortalecimento da rede de juventude dos manguezais amazônicos |
| Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Lábrea | Mulheres da Floresta: Organização e Valorização do Extrativismo Feminino em Lábrea |
| União dos povos indígenas de Coari – Amazonas (UICAM) | Rede das Águas – um acordo para a vida no Lago de Coari |
| UNIQUIMAT – União das Comunidades Quilombolas de Matinha (Maranhão) | Assegurando o direito à terras das comunidades quilombolas de Matinha – Maranhão |
