02.12.2025

“Do território à ação climática”: nova publicação do Fundo Casa revela a força das respostas locais

Terceiro volume da série Construindo Justiça Climática mostra como mitigação, adaptação e transição justa já acontecem nos territórios.

Em meio a um cenário global que discute metas, modelos e financiamento destinados ao clima, uma pergunta continua sem resposta evidente: o dinheiro chega, de fato, às comunidades que vivem e protegem os territórios mais vulneráveis do Brasil?

A nova publicação do Fundo Casa Socioambiental “Do Território à Ação Climática: A atuação do Fundo Casa no financiamento direto das agendas de adaptação, mitigação e transição justa traz dados inéditos para responder a essa pergunta com precisão, transparência e urgência.

O relatório, que encerra a série Construindo Justiça Climática, sistematiza 1.267 iniciativas apoiadas entre 2022 e 2024, representando cerca de R$ 100 milhões de reais (US$ 20 milhões de dólares) destinados diretamente a organizações de base, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. É um retrato raro e necessário sobre como funciona, na prática, o financiamento climático quando ele chega onde deveria chegar: nos territórios.

A publicação importa porque revela, com dados concretos, algo que lideranças sociais e ambientais afirmam há décadas: as soluções para a crise climática já existem e nascem nos territórios. Falta apenas que os recursos encontrem esses caminhos. 

O estudo mostra que a adaptação é o eixo central das ações apoiadas, com iniciativas de segurança hídrica, agroecologia, fortalecimento cultural e proteção territorial respondendo diretamente aos impactos já sentidos da mudança do clima.

A mitigação aparece integrada ao cotidiano de quem mantém a floresta em pé, em ações de monitoramento comunitário, restauração ecológica, reciclagem local e energias renováveis.

A transição justa surge como uma dimensão transversal, presente na geração de renda, nas economias de baixo carbono lideradas por mulheres e jovens e na defesa de direitos e da autonomia comunitária.

Quase metade dos apoios, realizados pelo Fundo Casa, no período analisado, combina mitigação e adaptação simultaneamente, mostrando que as categorias discutidas nos fóruns globais já são, na prática, inseparáveis nas comunidades. E, embora a Amazônia concentre grande parte dos recursos, a publicação alerta para a urgência de ampliar financiamentos em biomas historicamente negligenciados, como Caatinga, Cerrado, Pantanal e Pampa.

Ao longo de duas décadas, o Fundo Casa se consolidou como um dos poucos mecanismos filantrópicos do Brasil a transferir recursos com rapidez, simplicidade e escala para organizações de base. Esta publicação mostra que o Fundo Casa atua diretamente nos três grandes eixos estruturantes da agenda internacional: mitigação, adaptação e transição justa.

“Do Território à Ação Climática” é o terceiro e último volume da série Construindo Justiça Climática, que tem sido referência ao documentar como comunidades enfrentam a crise climática com soluções baseadas na natureza, governança local e defesa de direitos. Para quem pesquisa, financia, trabalha com políticas públicas ou simplesmente quer entender como a ação climática se materializa no Brasil profundo, esta publicação é leitura essencial.

Clique aqui e baixe a publicação completa.

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